Carta aos Intercessores

 

Os INTERCESSORES rezam por nós todos os dias.

 

Em 1960, o Padre Caffarel, certamente inspirado pelo Espírito Santo faz um apelo para que se oferecessem voluntários como “Veladores” para rezarem juntos pelos casais cristãos. E é em 1966/7 que, em Portugal, alguns aderem a esta iniciativa.Eram casais das ENS que da meia-noite às seis horas da manhã, em equipa se sucediam na oração pelo Movimento, por cada uma das famílias, especialmente por aqueles que mais precisavam.

Era uma oração de uma hora. Uma vez por mês. Cada casal telefonava ao seguinte, em cadeia combinada não só para lhe recordar a oração mas para que o elo não fosse quebrado e todos se sentissem unidos nesta oração. E procurava-se que todas as equipas participassem de modo que existisse como que uma oração contínua, dada a dispersão das equipas por tantos países e continentes.

 

Mas nem sempre foi possível ao Movimento organizar e acompanhar esta iniciativa. Por isso em 1968 surgem os “Intercessores” que vão substituir de uma forma um pouco diferente e mais ampla o âmbito dos “Veladores”.

 

Em 1968 passaram a chamar-se “Intercessores”.

 

A primeira missão que receberam foi de rezarem, especialmente:

           Pelos noivos que se preparam para o matrimónio

           Pelos casais felizes para que irradiem a graça do seu sacramento

           Por aqueles que são separados pela viuvez

           Pelos casais em dificuldades, experimentados pela doença ou pelo desemprego.

           Por aqueles cujo amor está doente e por aqueles que se separam.

 

O que distingue os intercessores de outros grupos de oração é exactamente a sua especificidade de oração pelos casais cristãos. Ora estas intenções não são hoje ainda mais preocupantes e necessárias?

Também recebemos muitas intenções particulares, tantas tão dramáticas e angustiantes e que são igualmente atendidas.

 

 

Quem são hoje os intercessores?

 

São cerca de 2000 homens e mulheres de todas as idades, condições, raças, estados de vida e de cerca de 30 países.

 

Em Portugal somos 131 (em 2004), o que é muito pouco, mas temos esperança de que esse número aumente substancialmente... Estamos em Lisboa, Porto, Coimbra, Covilhã, Caldas da Rainha, Gouveia, Valadares, Ourém, Mem Martins, Parede, Carvalhos, Queluz, Oeiras, Charneca da Caparica, etc.

 

Une-nos o mesmo compromisso de assegurar uma cadeia de orações, rezando, cada um de nós, uma vez por mês – uma hora, que escolhemos e escrevemos num boletim de inscrição juntamente com o nosso nome e direcção e que fica no Secretariado das Equipas de Nossa Senhora. Isto para podermos receber, de três em três meses, a “Carta aos Intercessores” juntamente com duas intenções de orações para esse trimestre.

 

Esta carta vem de França, é traduzida nos países para onde é enviada e é sempre muito rica de doutrina e ajuda-nos muito a perseverar na nossa missão livremente aceite.

 

Nos intercessores, além dos orantes (os que rezam uma vez por mês, pelo menos) há os oferentes – os que oferecem as suas “cruzes” e os jejuadores (os que jejuam uma vez por mês). E há os que acumulam as três modalidades. É interessante reparar no logótipo da carta aos intercessores – um orante reza diante de uma vela acesa. Ora isto faz-nos lembrar um testemunho de um casal francês na carta aos intercessores nº 87, de Julho de 1999 em que afirmam: “Ser intercessor na Igreja, hoje, é crer e manifestar de que tudo é possível a Deus”, é ocupar um lugar – certamente oculto – ser uma lâmpada acesa. É entrar nessa grande corrente de homens e mulheres de oração que rezam para glória de Deus e para a salvação do mundo.

 

Gostamos de pensar que esta pequena chama da nossa humilde oração percorre assim o mundo, passando de mão em mão, acesa e mantida pela mão do próprio Espírito Santo. Vivemos assim o mistério da comunhão dos santos. Somos um elo da enorme cadeia daqueles que nos precederam e daqueles que virão depois de nós.

 

 

 
SUPRA-REGIÃO PORTUGAL